
Em apenas três anos de existência abreviada, a Famiglia, finada agência de Átila Francucci, Fernando Nobre e companhia, se tornou uma das empreitadas mais criativas, inteligentes e eficazes da propaganda brasileira. Suas campanhas para clientes como a mortadela Bambina e o queijo Polenguinho são aulas saborosas, uma grande prova de que a propaganda pode ser popular, bonita, interessante e, por tudo isso, vendedora. Sucesso entre a crítica, o público e entre o público metido a crítico.
Pena que a agência acabou de repente, em fevereiro de 2009, deixando apenas a brilhante carta-despedida abaixo e um tremendo acervo de pérolas. Algumas delas a gente relembra aqui.
"A Famiglia está encerrando suas atividades. O cenário econômico e a projeção de receita para 2009 inviabilizam a prestação de serviços como acreditamos que deva ser feita. Agradecemos aos mais de 100 'famigliares' que passaram pela agência, abrilhantando-a, ao apoio dos fornecedores e veículos, bem como à confiança dos clientes que nos delegaram sua comunicação ao longo da jornada: Polenghi, Mackenzie, Hilea, Daiichi-Sankyo, Dumont, Ceratti, Rossi, Obra Social Dom Bosco, Sociedade Esportiva Palmeiras, Banco Prosper, canal TNT, Instituto Nuno Cobra, Editora Moderna, Citibank, Reckitt Benckiser, TAP, Conectis, Grupo Schincariol e Clube de Criação de São Paulo. Os sócios se orgulham dos salários pagos religiosamente em dia, de todos os 'não' dirigidos a negócios obscuros, dos impostos sempre recolhidos (e nunca devidos), da gestão financeira auto-sustentável do primeiro ao último dia e, principalmente, de todo o trabalho realizado a partir de duas matérias-primas vitais: talento e felicidade".




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